Criminologia midiática e corrupção: escandalização e seletividade da imprensa

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Tendo em vista que a Criminologia é uma ciência interdisciplinar que se pauta na experiência da observação, indaga-se sobre a relação da criminologia midiática e corrupção, a fim de se compreender o enfoque que os meios de comunicação dão à cobertura midiática brasileira e constatar se são aplicados critérios de seletividade iníquo. Para tanto, é necessário compreender a funcionalidade da criminologia midiática, como ela se concatena com a corrupção e a maneira que a cobertura midiática brasileira aborda a corrupção. Realiza-se, então, uma pesquisa empírica a respeito de quando e como os veículos de comunicação retrataram a corrupção nos períodos antecedentes às eleições à Presidência da República de 2010 e do ano de 2014, bem como retratar o “escândalo” da Operação Lava Jato e a sua operacionalização nos grandes meios de comunicação. Diante disso, verifica-se que os meios de comunicação adotam um critério seletivo, sectário e pragmático referente às notícias que envolvam tema sobre corrupção e, principalmente, como esse comportamento se intensifica ao elencar quais notícias sobre corrupção serão objetos de escandalização e abordagem massiva e repetitiva. O que impõe a constatação dos grandes meios de informação, por motivos particulares, estão exercendo o jornalismo como um instrumento de modulação da percepção sobre a corrupção no Brasil, sem o compromisso com a imparcialidade, o que deveria respaldar o trabalho de todo e qualquer jornalista.

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DUARTE, Marcus Vinícius Almeida. Criminologia midiática e corrupção: escandalização e seletividade da imprensa. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2019.

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