Perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos no brasil: uma análise regional
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O envenenamento ofídico é caracterizado pela inoculação da toxina pelo aparelho
inoculador de uma serpente. Em 2017 os envenenamentos ofídicos foram reincluídos na lista
da Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença tropical negligenciada. Este estudo tem
como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos acidentes ocasionados por serpentes no
Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo a partir de dados notificados ao Sistema
de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre os anos de 2015 e 2019. Foram
notificados um total de 143.391casos ofídicos ao SINAN, destes, 560 evoluíram para óbito. A
maioria dos casos e óbitos se concentram na região Norte. Homens, dos quais se
autodenominaram pardos e possuíam entre 24 e 49 anos foram os mais cometidos nas 5 regiões
do Brasil. A maioria dos casos ocorreram em áreas rurais, onde o número de óbitos também é
elevado. Além disso, observa-se um aumento da taxa de letalidade de acordo com o maior
tempo entre o acidente e o atendimento. Fatores climáticos, dificuldade de acesso até os serviços
de saúde e expansão territorial podem ser os fatores relacionados ao grande número de casos e
óbitos. O uso de equipamentos de proteção individual durante as atividades de campo, como
botas de cano alto e luvas de couro modificadas, podem ajudar a reduzir as mordeduras de
serpentes.