O cuidado à pessoa em situação de crise psíquica nos pontos de urgência da RAPS: impactos do mito da periculosidade na privação do direito à cidade

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Esta monografia tem por objetivo geral compreender como os estigmas relacionados ao mito da periculosidade e a consequente privação do direito à cidade, historicamente vinculados, influenciam no cuidado à pessoa em situação de crise psíquica em pontos de urgência da Rede de Atenção Psicossocial - RAPS. Para isso, é conceituada a crise, entendida como sofrimento psíquico grave, bem como pontuados os cuidados necessários para a situação de crise. Discute-se, também, o direito à cidade, pensando-se na liberdade e no território, fazendo-se um percurso desde o início da institucionalização da loucura até a Reforma Psiquiátrica Brasileira, buscando-se encontrar a relação entre doença mental e periculosidade. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com quatro profissionais da área da saúde que já tenham atuado com o manejo do sofrimento psíquico grave na RAPS .Essa monografia é fundamentada pelo método qualitativo e seu processo de análise das informações qualitativas foi realizada a partir da Hermenêutica de Profundidade, proposta por John Brookshire Thompson e readaptada por Pedro Demo, em 2001. Concluiu-se que ainda é presente uma relação entre o sofrimento psíquico grave e a ideia de periculosidade, relação esta que alcança o cuidado e gera novas violências. Já o direito à cidade tem sido melhor alcançado devido aos avanços da reforma psiquiátrica.

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