Estereótipos de gênero, padrões estéticos hegemônicos de beleza e sexismo: o sofrimento psíquico de mulheres brasileiras em questão
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Esta pesquisa teve como objetivo investigar como os estereótipos de gênero e os padrões estéticos hegemônicos relacionados à feminilidade construídos pela nossa sociedade e frequentemente disseminados pela mídia têm impactado a constituição identitária e a autoimagem e a autoestima das mulheres na atualidade. Utilizou-se uma metodologia qualitativa. Foram realizadas três entrevistas individuais virtuais semiestruturadas com mulheres do Distrito Federal. As informações construídas durante as entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo em sua vertente temática e os resultados/discussão foram apresentados por meio de três categorias analíticas distintas que nortearam o trabalho interpretativo das entrevistas realizadas. Os resultados indicaram que: a) os estereótipos de gênero construídos pela nossa sociedade e reproduzidos pela mídia têm contribuído para a manutenção do sistema binário de gênero, definindo masculinidade como sinônimo de fortaleza, atividade e virilidade e associando feminilidade com fragilidade, passividade, dependência e sentimentalismo; b) os padrões de beleza reproduzidos e disseminados pela mídia têm instaurado uma verdadeira “ditadura da beleza”, produzindo, entre outras coisas, uma objetificação dos corpos das mulheres; c) a inércia, passividade e o silêncio das pessoas não fazem nada por uma sociedade menos preconceituosa e mais igualitária.