Feminilidade, aparência corporal e mídia: diálogos entre a psicologia e as artes visuais
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Tendo em vista a quantidade significativa de tempo que os brasileiros(as) passam nas redes sociais e mídia e nos índices preocupantes de violência contra a mulher, distúrbios alimentares, depressão, de cirurgias plásticas e de procedimentos estéticos realizados no Brasil, a presente pesquisa teve como objetivo analisar como a feminilidade e a aparência corporal têm sido representadas na mídia na perspectiva de mulheres, a partir de diálogos interdisciplinares entre a psicologia e o campo das artes visuais, tendo como referencial teórico a Psicologia Cultural. Dessa maneira, parte-se do pressuposto de que a objetificação feminina é um mecanismo de opressão feminina muito observado no contexto midiático atual, que traz uma série de consequências para as mulheres e de que as imagens midiáticas reforçam estereótipos de gênero nas sociedades capitalistas e patriarcais. Em termos metodológicos, foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas virtuais com apresentação de imagens previamente selecionadas com três mulheres na faixa etária de 20 a 50 anos, com diferentes pertencimentos étnicoraciais. Os resultados apontaram para uma carência de representatividade na mídia que impõe e dissemina um padrão de beleza inalcançável e eurocêntrico. Além do grande impacto da objetificação feminina que é impulsionadora de outras violências de gênero, e da pressão estética. E, por fim, constatou-se o fato de os papéis de gênero ainda continuarem bem demarcados no Brasil.