A interseccionalidade entre machismo e racismo na constituição da subjetividade de mulheres negras no Brasil

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A tradição patriarcal e escravocrata ao longo da história, desde o período colonial no Brasil, desumaniza as mulheres negras e as posicionam na base da pirâmide social, em que sexo e cor são tidos como motivação para a dominação. O presente artigo teórico teve como objetivo discutir questões que envolvem a subjetividade de mulheres negras no Brasil. Buscou-se analisar a interseccionalidade entre machismo e racismo na construção subjetiva dessas mulheres, assim como, compreender a relação entre a presença do machismo e do racismo nas suas vidas e o sofrimento vivenciado por elas. O intercruzamento de opressões na subjetivação dessas mulheres é refletido na realidade concreta através da marginalização, das múltiplas violências sofridas e do adoecimento físico e psíquico. A Psicologia como ciência e universo de diversos campos de atuação contribui com um olhar contextualizado socialmente, culturalmente e historicamente que enxerga o que está além dos sintomas e das demandas emergentes.

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