Diversidade sexual e de gênero: o papel da escola na promoção da saúde mental de indivíduos da comunidade LGBTQIAP+

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A presente pesquisa teve como objetivo compreender qual o papel da escola no que se refere à saúde mental de pessoas da comunidade LGBTQIAP+. Foi utilizada uma metodologia qualitativa, inspirada na Epistemologia Qualitativa proposta por González Rey. Foram realizadas 3 entrevistas individuais semiestruturadas virtuais com jovens da comunidade LGBTQIAP+ para compreensão de suas vivências escolares e consequências em termos de saúde mental, bem como um grupo focal virtual com 2 psicólogos/as clínicos e 2 psicólogos/as escolares, a fim de pensar em estratégias de intervenção e promoção de uma cultura de paz nas instituições escolares. Para a análise dos resultados, foi utilizado o método da análise de conteúdo em sua vertente temática. Após a transcrição das entrevistas realizadas, foram construídas três categorias analíticas temáticas para nortear o trabalho interpretativo. Os resultados demonstraram como a solidão, os estereótipos binários de gênero e a discriminação nas escolas deixam marcas profundas nas subjetividades, histórias, corpos e na saúde mental de pessoas LGBTQIAP+. Baixa autoestima, ansiedade, depressão, isolamento social e, em casos extremos, ideações suicidas foram relatados pelos/as participantes entrevistados/as. A pesquisa evidenciou o papel fundamental da escola e dos/as psicólogos/as escolares na prevenção da violência a partir de práticas dialógicas e coletivas. Além disso, mesmo diante de ofensivas ultraconservadoras contrárias ao acolhimento à diversidade na escola, existe uma série de profissionais comprometidos/as e uma diferença geracional significativa: jovens mais sensíveis em relação à importância fundamental de respeitar e valorizar a diversidade que nos constitui enquanto seres humanos.

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