Adoecimento mental em professores de escolas públicas do Distrito Federal

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Foi realizado um estudo transversal do sofrimento mental com 262 professores do ensino público da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Utilizou-se os questionários Self-Report Questionnaire para a avaliação de distúrbios psíquicos menores, o inventário de ansiedade Beck, o inventário de depressão de Beck e um questionário auto-elaborado para informações sociodemográficas e de morbidade autorreferida. Os testes Qui-quadrado, Exato de Fisher e Kruskal-Wallis foram utilizados na análise dos dados obtidos. Foram encontrados distúrbios psíquicos menores e depressão em 66% dos professores, e ansiedade em 55,7%. Houve associação da presença de doenças osteomusculares com a presença de distúrbios psíquicos menores e depressão, (p<0,05) e também entre queixas otorrinolaringológicas e a presença de níveis anormais de ansiedade e depressão (p<0,05). Observou-se uma maior prevalência de sintomas depressivos nas mulheres (71,56%), em relação aos homens (38,64%). Além disso, houve associação significativa entre “levar trabalho para casa” e a presença de depressão, ansiedade e distúrbios psíquicos menores. O sofrimento psíquico esteve presente em mais da metade da amostra estudada, apresentando-se relacionado às condições de trabalho, sexo e sobrecarga de trabalho. A presente pesquisa apontou que os professores da rede estadual de educação do Distrito Federal apresentaram níveis elevados de adoecimento mental, superiores aos encontrados em outros grupos de professores, a outras categorias profissionais e em outros grupos populacionais. Percebe-se a necessidade de ampliar a investigação, para que seja possível a compreensão profunda da gênese do sofrimento mental dos professores nas esferas individuais, coletivas e estruturais.

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