Nocicepção, dor e estresse: peixes, répteis, aves e mamíferos silvestres: revisão de literatura
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A dor é considerada como uma “experiência sensorial e emocional desagradável,
associada a um dano real ou potencial” e muitas vezes de difícil identificação em animais
silvestres. A senciência é uma das formas de corroborar com o entendimento da capacidade de
sentir dor e os sinais clínicos apresentados estão geralmente relacionados ao estresse produzido
pela mesma, como aumento da frequência respiratória e cardíaca e alterações comportamentais.
Peixes, répteis e aves possuem estruturas cerebrais correspondentes às de percepção da dor em
mamíferos e de estruturas anatômicas nociceptivas. Peixes possuem células de Merkel
distribuídas por todo o corpo e fibras C em menor proporção em relação às fibras A, além de
desenvolverem reflexos condicionantes negativos, enquanto répteis possuem neurônios
sensitivos polimodais e sinais pouco perceptíveis de dor, como falhas de ecdise, elevação e
arqueamento de cabeça. Aves possuem fibras C em maior proporção e fazem memória aversiva
frente a um estímulo doloroso. O objetivo desta revisão de literatura, do tipo narrativa, é
destacar a importância do conhecimento sobre dor e seus mecanismos para os médicos
veterinários, principalmente em animais pouco convencionais, e de estudos na área que ainda é
pouco desenvolvida.
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DORNELAS, Gabriele Vieira. Nocicepção, dor e estresse: peixes, répteis, aves e mamíferos silvestres: revisão de literatura. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina Veterinária) – Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2023.