Patentes e as licenças compulsórias: o dualismo entre a proteção e a “liberação”
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A dualidade existente entre a proteção dos interesses das empresas inovadoras, que investem
massivamente em pesquisa e desenvolvimento (P&D), para que consigam, além de gerar
receita pela sua criação, a restituição dos enormes investimentos, com respeito a proteção da
“propriedade industrial de patente” e o acesso a saúde e a dignidade da pessoa humana. O
atrito entre interesses privados e públicos, a tensão entre o direito à propriedade intelectual e o
direito à saúde e a dignidade da pessoa humana, analisando a legislação brasileira, a
jurisprudência nacional e internacional, por meio das decisões da Organização Mundial do
Comércio (OMC). A pesquisa pretende demonstrar ser factível a existência da proteção da
propriedade e a aplicação de exceções. Examina em quais condições a regra deve ser aplicada
e suas exceções. Busca o ponto de equilíbrio entre o respeito à proteção patentária e a
aplicação das exclusões. Pondera o momento atual da humanidade – pandemia ocasionada
pela Covid-19 e suas vacinas. Relata a opção feita pelo Brasil ao permitir que o Instituto
Butantan e a Fiocruz negociassem um contrato mais vantajoso para o país com as
farmacêuticas internacionais, mesmo sofrendo pressões de opositores que propuseram a
concessão de licença compulsória para as vacinas contra a Covid-19.
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Citation
SILVA, Daniel Vasconcelos da. Patentes e as licenças compulsórias: o dualismo entre a proteção e a “liberação”. 2022. Dissertação (Mestrado em Direito) – Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2022.