A constitucionalidade da vacinação obrigatória no âmbito do direito coletivo e individual: análises acerca da decisão do STF sobre o tema
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O presente trabalho teve como fito a pesquisa a análise acerca da dissidência entre a
sobreposição do direito à saúde, com vistas ao direito coletivo, diante do direito associado a
liberdade individual. Historicamente o assunto sobre vacinação e suas consequências é pauta
bastante discutida e, devido a pandemia da Covid-19, tal assunto tornou-se novamente em voga
em razão do embate sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação e sua implicação na sociedade
e no direito. Nesse sentido, o movimento antivacina é tão antigo quanto a própria vacina, haja
vista que, desde a época dos primeiros movimentos no que tangem a vacinação, tais discursos
alinhados com a negativa da vacina já eram repercutidos, juntamente com as “fake News”.
Dessa forma, em função da pandemia da Covid-19 vivenciada pelo mundo, o complexo e
histórico assunto acerca da vacinação veio à tona, sendo necessário analisar elementos
histórico-culturais a fim de entender todo o processo de tal temática. Nota-se que é um assunto
que vem desde o século passado, por volta de 1903, onde Oswaldo Cruz, cientista e médico
brasileiro, adentrou no cargo relacionado a saúde no país e enfrentou a pandemia da febre
amarela, tendo a varíola como doença a ser combatida logo em seguida. Na Europa, a vacinação
já era utilizada, havendo êxito no controle da varíola. No Brasil, o Congresso Nacional aprovou
a Lei nº 92/1904, tornando obrigatória a vacinação. Agentes do governo forçavam a vacinação,
inclusive indo até as casas das pessoas. Dessarte, a população se rebelou e iniciou-se a Revolta
da Vacina, um movimento antivacina. Ademais, com o passar dos anos e a comprovação da
eficácia e combate a várias mazelas, sendo o Brasil reconhecido mundialmente pelo excelente
aproveitamento no Programa Nacional de Imunização, por que o assunto sobre vacina e suas
dúvidas voltou a reverberar? Tal indagação é desmembrada, em síntese, por aspectos
relacionados ao medo, negacionismo, liberdade, fake news etc. Outrossim, desenvolveu-se
sobre legislações relevantes, como a Lei nº 13.979/20, a qual trata da constitucionalidade da
vacinação compulsória em função do estado calamitoso da pandemia da Covid-19 no Brasil,
bem como da decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento das
Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6586 e 6587, respectivamente, e do Recurso
Extraordinário com Agravo (ARE) 1267879 que tem, por base, a justapor do direito à saúde –
em especial o direito coletivo - em detrimento ao direito individual. Este trabalho investiga,
mediante pesquisas em doutrinas expressivas, dados bibliográficos, artigos científicos,
periódicos, jurisprudências, entre outros métodos de pesquisa, como vem ocorrendo as
novidades desse assunto na contemporaneidade, bem como as respostas dos operadores do
Direto diante da concepção do conflito entre a liberdade associada ao direito individual e o
direito à saúde com reflexos na sociedade. Assim, concluiu-se que a pesquisa evidenciou que a
restrição do direito de liberdade individual é constitucional, baseado na certificação do direito
à saúde, com ênfase na saúde coletiva. Isto posto, observa-se a relevância desse tema, haja vista
que engloba panoramas na seara coletiva, sendo assim, de suma importância.
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CASTRO, Daniel Coury de. A constitucionalidade da vacinação obrigatória no âmbito do direito coletivo e individual: análises acerca da decisão do STF sobre o tema. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2024.