O cárcere sob a perspectiva da sociologia jurídica: exclusão, invisibilidade e periferia do crime
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Tendo como objetivo analisar o modo como os aspectos socioestruturais das prisões, tendem a
acentuar a naturalização da periferização e precarização das unidades prisionais atrelado a
noção de exclusão e (in) visibilização dos encarcerados, perante o meio urbano, o presente
estudo se pauta em uma análise norteada pelo saber da Sociologia Jurídica, refletindo sobre um
aspecto importante no processo de desenvolvimento das penas, vertendo sobre as condições
macrossociais do encarceramento. Como escopo metodológico, a pesquisa bibliográfica,
pautada nas análises de Feltran (2010), Foucault (1987), Goffman (1961), entre outros
pesquisadores, busca atingir, por mais que ainda limitada, as condições de maturação ou mesmo
de germinação dos estudos sobre a periferização do cárcere e seus efeitos diante do seio
punitivista das penas. Entende-se que o cárcere, normalmente, é associado como um local de
exclusão social, sendo esta uma perspectiva suplantada pela retórica do estigma associada ao
status do crime, ou do criminoso, aquele que deve ser ‘rejeitado’. Desse modo, o entendimento
do estudo é de que a arquitetura do cárcere enseja, por si só, um perfil estigmatizante, seja pela
distância dos centros urbanos, seja pelas falhas estruturais, sanitárias, entre outras,
influenciando direta e indiretamente no processo de desenvolvimento da reintegração e
reinserção social dos internos, fazendo com que a periferização do cárcere possa acentuar o
estigma e rotulação social dos encarcerados, diante da ótica social.
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VALE, Lucas Soares Souto do. O cárcere sob a perspectiva da sociologia jurídica: exclusão, invisibilidade e periferia do crime. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) - Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2024.