Biomarcadores de imagem na Esclerose Múltipla: o papel da Ressonância Magnética na atividade inflamatória e progressão da doença

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A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central, caracterizada por processos de desmielinização, inflamação e neurodegeneração. O presente trabalho teve como objetivo analisar o papel da Ressonância Magnética (RM) como biomarcador fundamental na avaliação da atividade inflamatória e na monitorização da progressão da doença. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica narrativa, fundamentada em diretrizes atualizadas e consensos internacionais (MAGNIMS e Critérios de McDonald). Os resultados demonstram que a RM transcende o diagnóstico inicial, sendo crucial para a identificação da disseminação espacial e temporal das lesões. Discute-se o paradoxo clínico-radiológico, evidenciando que a Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS) pode subestimar danos estruturais detectáveis apenas por imagem, como a atrofia cerebral e os "buracos negros" em T1. Conclui-se que a integração de biomarcadores de imagem com achados laboratoriais, como as bandas oligoclonais, e clínicos, como o conceito de PIRA (Progression Independent of Relapse Activity), é indispensável para uma gestão terapêutica personalizada. A atuação do biomédico na análise criteriosa desses parâmetros é vital para antecipar a progressão da incapacidade e otimizar o desfecho clínico dos pacientes.

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MEIRA, Fernanda Gomes; SIMI, Kelly Cristina Rodrigues. Biomarcadores de imagem na Esclerose Múltipla: o papel da Ressonância Magnética na atividade inflamatória e progressão da doença. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biomedicina) - Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2026.

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