A devolução de medidas provisórias no processo decisório brasileiro: Congresso, STF e esfera pública digital no caso da MPV 1.068/2021
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O presente trabalho analisa a devolução de medidas provisórias pelo Presidente do
Congresso Nacional no processo decisório brasileiro, com foco no caso da Medida
Provisória nº 1.068/2021. A pesquisa examina o regime constitucional das medidas
provisórias, o papel do Congresso Nacional no controle de sua admissibilidade e a
atuação do Supremo Tribunal Federal nas ADIs 6991 a 6998. Parte-se do problema
de saber em que medida a atuação do STF, ao reconhecer a perda de objeto das
ações após a devolução da MPV nº 1.068/2021, implica reconhecimento da
constitucionalidade dessa prática e quais efeitos institucionais decorrem disso. O
trabalho sustenta que o Supremo Tribunal Federal não declarou expressamente a
constitucionalidade da devolução de medidas provisórias, mas reconheceu a ela
efeitos jurídicos suficientes para fortalecê-la como mecanismo de controle
político-preventivo. Ao mesmo tempo, demonstra que a prática permanece
juridicamente incompleta, por carecer de disciplina mais clara quanto a seus
pressupostos, procedimentos, limites e efeitos. Conclui-se que a devolução se situa
em uma zona de tensão entre o controle do uso excepcional das medidas
provisórias, a preservação do devido processo legislativo e a lógica colegiada do
Congresso Nacional.
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JORGE FILHO, Alexandre Garcia da Costa José. A devolução de medidas provisórias no processo decisório brasileiro: Congresso, STF e esfera pública digital no caso da MPV 1.068/2021. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Pós-graduação em Direito em Relações Governamentais) - Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2026.