Escrita poética e posição da analista: à disciplina dos assombros
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Esta pesquisa-ensaio contempla a dimensão conceitual da posição do analista a partir da escrita poética, essa entendida como um escrever do impossível, uma certa artesã da perda e da ausência. Em metodologia psicanalítica, a ser uma pesquisa de e em Psicanálise, adota ao ensaio como gênero textual e percorre os selecionados textos sob uma revisão narrativa, preocupada em construir uma lógica argumentativa que não necessariamente atravesse e constitua de maneira cronológica um estatuto de estado da arte da obra freudiana e do ensino lacaniano, quanto ao ofício literário. Compreendeu, assim, que estas duas paixões, a de saber e a de criar, aproximam-se em seu paradigma estético do derradeiro e em sua ética de sujeito apesar das distinções quanto ao jogo da ignorância. Por objetivos, atravessou-se: i. Indicar qual é a lógica da escrita poética diante da linguagem psicanalítica; ii. Esboçar uma travessia pelo avanço que Jacques Lacan faz de “não ser um poeta, mas um poema”; iii. Circunscrever, por fim, a escrita poética como pista de leitura da posição de um psicanalista. Tem-se, portanto, um trabalho sobre a importância de um método: o modo de fazer de um engajamento aos restos, a invenção do disfarce de seu apagamento e a valorização dos vestígios como chave de leitura à práxis psicanalítica.
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SOARES, Sarah Guerra da Rocha. Escrita poética e posição da analista: à disciplina dos assombros. 2026. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2026.