Análise dos impactos do aumento do home office na incidência de dores lombares e na qualidade do sono em profissionais de Brasília, que adotam essa modalidade de trabalho

Abstract

O objetivo deste estudo epidemiológico, observacional, analítico e transversal foi analisar os impactos do aumento da modalidade remota de trabalho, o home office, na incidência de dores lombares e na qualidade do sono em profissionais que adotam esse meio de trabalho. A pesquisa foi realizada por meio de uma entrevista semiestruturada, composta por 73 perguntas, distribuída por meio do sistema Google Formulários contendo 25 participantes (11 homens e 14 mulheres), sendo excluídos 6 com histórico de lesões traumáticas/doenças degenerativas. As perguntas do questionário referentes às dores lombares foram elaboradas com base no Nordic Questionnaire (KUORINKA et al., 1987). Já as perguntas referentes a qualidade do sono foram baseadas no questionário Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (BUYSSE et al., 1989) e na Escala de Sonolência de Epworth (JOHNS, 1991). Os resultados deste estudo revelaram impactos significativos do regime de home office na saúde musculoesquelética e na qualidade do sono dos participantes. De forma geral, observou-se que 70% dos entrevistados relataram episódios de dor lombar nos últimos 12 meses, com diferentes graus de severidade. Especificamente, 30% apresentaram dor por períodos de 1 a 7 dias, 20% relataram dor por 8 a 30 dias, enquanto 10% sofreram com dor quase diária. Vale destacar que 40% dos participantes não relataram qualquer desconforto significativo. A prática regular de atividade física emergiu como um importante fator protetor. Entre os participantes que realizavam pelo menos 3 horas semanais de exercício, 80% relataram ausência de dores ou apenas episódios leves (1 a 7 dias por ano), contrastando com 20% dos fisicamente ativos que apresentaram queixas mais persistentes. Esse achado reforça a importância da atividade física como estratégia de prevenção. Quanto ao tempo de exposição às telas, os dados mostraram uma clara correlação com problemas de saúde. Metade dos participantes (50%) permanecia mais de 10 horas diárias em frente a dispositivos eletrônicos e, nesse grupo específico, 70% desenvolveram distúrbios do sono significativos. As manifestações mais comuns incluíram dificuldade para iniciar o sono (45% dos casos), despertares noturnos frequentes (relatados por 60% como ocorrendo três ou mais vezes por semana) e redução média de 1,5 hora na duração total do sono em relação aos padrões prévios.

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VEIGA, Samuel Brito et al. Análise dos impactos do aumento do home office na incidência de dores lombares e na qualidade do sono em profissionais de Brasília, que adotam essa modalidade de trabalho. Revista DELOS, Curitiba, v.19, n.79, p. 01-21, 2026. DOI: 10.55905/rdelosv19.n79-012. Disponível em: https://ojs.revistadelos.com/ojs/index.php/delos/article/view/9074.

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