Comparação de complicações infecciosas em marca-passo e cardiodesfibriladores implantáveis novos e reutilizados, uma revisão sistemática com metanálise
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Introdução: O elevado valor financeiro de marca-passos artificiais e desfibriladores cardíacos
implantáveis (CDIs) constitui um empecilho ao tratamento de bradiarritmias e taquiarritmias para
diversos pacientes no mundo. Uma solução viável seria a reutilização desses equipamentos que
foram descartados post-mortem, por violação de lacre e por contaminação no momento de
implantação. Contudo, ainda são escassas as pesquisas que analisam e comparam o risco de
infecção desses aparelhos com aparelhos novos. Objetivo: A análise comparativa da incidência de
infecções na utilização de marcapassos e CDIs novos e reutilizados. Métodos: Metanálise de
estudos do tipo caso-controle dos últimos 10 anos abordando a análise comparativa das taxas de
infecção em marcapassos cardíacos e CDIs novos e reutilizados. Resultados: Os estudos totalizam
5362 pacientes. O número total dos casos (pacientes que receberam o CDI ou marcapasso artificial
reutilizado) foi de 1468 e a quantidade total dos controles (pacientes que receberam um aparelho
novo), foi de 3894. O total de infecção no grupo casos foi de 24 pessoas (1,63%) e o total de
infecções no grupo controle foi de 45 pacientes (1,15%). Conclusão: A análise não demonstrou
haver diferenças significativas nas taxas de infecções em pacientes que implantaram marca-passo
artificial e CDI reutilizados e novos.