A paradiplomacia: alternativa de financiamento viável para as políticas públicas em saúde?
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A recente conjuntura do COVID-19 vem demonstrando que, apesar da
coordenação da governança mundial, países federativos respondem de formas
díspares na implementação das estratégias globais. O Brasil mesmo com uma
política estatal universal e coordenada de saúde pública (SUS) tem sido menos
efetivo na implementação das medidas globais devido à pouca sinergia entre as
diversas dimensões políticas realizadas por cada ente federativo. Verifica-se de
forma cada vez mais crescente a impotência dos Estados em suprir as necessidades
dos indivíduos. O Estado brasileiro não foge a essa regra ao ser muitas vezes omisso
na implementação de políticas públicas capazes de promover de serviços públicos de
saúde a todos. Nesse sentido, a atuação da paradiplomacia pelos entes federados tem
se tornado uma das alternativas viáveis para fazer frente à crescente demanda de
ações para prover os serviços do SUS. Dessa forma, o presente trabalho buscará
num primeiro momento discorrer sobre a falência estatal brasileira em prover do
Direito fundamental à saúde e finalmente identificar e apontar as atuações da
paradiplomacia no enfrentamento ao sub-financiamento da saúde pública no Brasil.
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ALVES, Gleisse Ribeiro et al. A paradiplomacia: alternativa de financiamento viável para as políticas públicas em saúde? In: ALVES, Gleisse Ribeiro et al. (org.). A crise da Covid-19 no Brasil e seus reflexos. Brasília: CEUB, 2021. p. 156-184.